Referências / Inspiração

Postmodern Jukebox + Gunhild Carling tocando “Happy” com 10 instrumentos diferentes

A Postmodern Jukebox você já deve ter ouvido falar: um coletivo novaiorquino de músicos que cria versões jazzísticos de hits pop – já se apresentaram no Brasil, em agosto. Já a sueca Gunhild Carling, duvido que conheça. Tudo bem, eu também não sabia quem ela era, até assistir a essa tour-de-force em que canta, faz sapateado e toca 10 instrumentos enquanto jazzifica “Happy” (Pharrell Williams), o hit da década. Trumpetes, trombone, gaita, flauta, contrabaixo, piano, bateria e… gaita de foles. É uma galhofa, claro (assista), mas muito bem feita. Convenhamos, se é pra regravar “Happy”, que seja de uma forma realmente diferente.

O que, você acha que é tudo fake, playback, esses troço? Tão tá. Olha a Gunhild dando uma aula de trombone e história do jazz no TED:

St. Vincent – Los Ageless / New York

Acompanho há anos a carreira da americana Annie Clark, aliás St. Vincent, uma das figuras mais criativas da música internacional atual: seu som é pop mas experimental, suas melodias grudam no ouvido, suas letras são ácidas, sua voz é potente sem cair pro padrão “diva”. Já dividiu um álbum com David Byrne (“Love This Giant”, 2012) e agora acaba de lançar seu 5º álbum de estúdio, “Masseduction”. Os primeiros singles já ganharam clipes super estetizados e com cores vibrantes: o tecnopop oitentista Los Ageless e a emocional New York. Confira:

Beck – Up All Night

Beck tá de disco novo. “Colors” é o nome do 13º album de estúdio do artista californiano. A primeira faixa trabalhada é “Up All Night”, um pop preciso que já havia sido usada um ano atrás em um comercial da Swatch (ou seja, bem antes do trabalho inteiro ser finalizado). No clipe, dirigido pela equipe da CANADA (de Barcelona), a atriz Solene Rigot entra em uma armadura magnética para tirar um amigo (ou paquera, whatever) de uma festa mucho loka. Confira:

Natura K – Beira Mar (cover de Zé Ramalho)

Para lançar o perfume masculino “K” da Natura, o paraense Saulo Duarte – da banda independente Saulo Duarte e a Unidade – regravou a canção “Beira Mar”, de Zé Ramalho. Originalmente um baião gravado em 1979, aqui ela ganha roupagem de maracatu, com seus tambores pesados e sincopados, e guitarras que remetem ao Mangue Beat dos anos 90. A nova versão foi parar no comercial que o diretor Manuel Nogueira filmou pela Conspiração Filmes, com criação da DPZ&T:

Aqui, o making of da nova versão:

E aqui, a gravação original de Zé Ramalho:

Percussão corporal em filme de Nestlé Ideal

A Publicis botou na rua uma nova campanha para Nestlé Ideal, marca de composto lácteo vendida no norte e nordeste do país. Com produção da Damasco Filmes e direção de Juliana Curi, a campanha “Força” segue a linha testemunhal, com depoimentos reais de mulheres em suas casas e comunidades.

Gostei muito da trilha, composta unicamente por percussão corporal: palmas, batidas no corpo e estalos de boca. Não tem melodia nem instrumento harmônico nenhum. É música simples, honesta e humana – o que casa com o tema da campanha – além de chamar atenção por ser diferente de estilos musicais óbvios usados em publicidade. Por exemplo, qual seria o resultado caso fosse usado um baião, um axé, uma guitarrada do Pará…? Talvez soasse “mais do mesmo”. Em todo caso a mensagem que a música transmite e agrada:

Norah Jones em versão jazzistica de “Black Hole Sun”

Linda essa versão de Norah Jones para o tema emblemático do Soundgarden. Cool, lenta e jazzística, com seu timbre de voz rouco perfeitamente emoldurado por seu piano sofisticado. A cantora tocou “Black Hole Sun” como homenagem ao cantor Chris Cornell, morto 18 de maio passado. Não por coincidência, esse seu registro ao vivo foi feito na mesma Detroit na qual ele se matou.

E uma versão acústica do próprio Chris Cornell: