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Elza Soares – Firmeza?! + Maria da Vila Matilde

Beleza mano? Fica com Deus. Quando der a gente se tromba, firmeza?

Assim Elza Soares nos saúda nessa sessão registrada no Red Bull Station do centro de São Paulo, estúdio aonde foi gravado seu novo album, “A Mulher do Fim do Mundo”. Produzido pelo baterista Guilherme Kastrup, o trabalho reúne uma parte boa da nata da cena independente paulista atual, como Kiko Dinucci, Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Marcelo Cabral (esses quatro, do grupo Passo Torto), Celso Sim e o naipe de metais do Bixiga 70. Forte, o esquema. Fortes também são os temas das canções escolhidas para o disco: drogas, transsexualidade, violência doméstica (como na faixa “Maria da Vila Matilde”). As guitarras fuzz de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos aparecem sujando a cena, e os kits de bateria e percussão de latas de Guilherme Kastrup completam o panorama urbano no qual Elza está perfeitamente à vontade.

Então, firmeza. Olha só que beleza de afrobeat:

Lenine – À Meia Noite Dos Tambores Silenciosos

Em abril o cantor e compositor Lenine lançou seu mais recente album, “Carbono”, produzido por ele, pelo guitarrista JR Tostoi e por Bruno Giorgi (filho de Lenine). Para mim, uma das faixas que mais se destacou, tanto pela beleza quanto pela sonoridade, é “À Meia Noite Dos Tambores Silenciosos”, parceria com o letrista Carlos Rennó. Nela, Lenine convidou a Orquestra Rumpilezz do maestro baiano Letieres Leite para acompanhá-lo. A faixa foi gravada no Teatro Castro Alves em Salvador.

Abaixo, Lenine explica a origem e inspiração da canção, que é a Noite dos Tambores Silenciosos, cerimônia que acontece na 2ª feira do carnaval de Recife quando dezenas de grupos de maracatu se encontram para tocarem juntos:

Disfarça e Chora: Cartola em versão rocksteady

“Disfarça e Chora” é um daqueles clássicos do cancioneiro do samba. Lançada em 1974, no primeiro disco de estúdio de Cartola, de 1974 pelo selo Marcus Pereira, essa parceria com Dalmo Castello ganha aqui uma versão rocksteady (ritmo jamaicano precursor do reggae) interpretada por Pedro Luis e Marcia Castro, acompanhados por Curumin (bateria e percussões), Zé Nigro (baixo) e Cris Scabelo (guitarra, Bixiga 70). Roda o play:

Assista abaixo a versão de Cartola no programa MPB Especial, de Fernando Faro (TV Cultura) da década de 70:

Thiago Pethit – Pas de Deux

Dia 20/agosto o paulista Thiago Pethit lança seu segundo disco, “Estrela Decadente”. produzido pelo carioca Kassin e com participação de Mallu Magalhães e Cida Moreira, o album foi inteiro bancado por recursos próprios – ou seja, é indie na essência, independente pra valer. E hoje Thiago lançou o clipe de Pas de Deux, canção que integra o album. Dirigido por Vera Egito e Renata Chebel da ParanoidBR, o filme veste-se do clima de vaudeville da canção original, de cores jazzisticas. Nele, Thiago é dublado pela atriz Laura Neiva (do longa “À Deriva”, de Heitor Dhalia). Confira:

Outra colaboração do cantor com Vera e Renata foi o clipe de Nightwalker, em 2011, com a atriz Alice Braga:

Felipe Cordeiro – Legal e Ilegal / Fim de Festa

Foi lançado agora o clipe de Legal e Ilegal, faixa do CD “Kitsch Pop Cult” do paraense Felipe Cordeiro, produzido por André Abujamra e lançado em março. Felipe vem sendo apontado como uma das grandes promessas da música do Pará, capaz de unir a música do estado – o carimbó, a lambada, o tecnobrega, a guitarrada – dentro de um formato mais, digamos assim, universal. Leia-se: pop, nacional e palatável a diversos públicos, não apenas ao pessoal que frequenta as festas de aparelhagem em Belém. A própria movimentação musical da cena paraense, que ganhou notoriedade graças ao esforço dos musicos locais e de cariocas e paulistas fascinados por essa riqueza (Kassin, Céu, Lucas Santtana entre outros), vem sendo comparada ao momento que o mague beat viveu há 20 anos atrás. Independente de qualquer avaliação, curta Legal e Ilegalcumbia colombiana misturada com guitarrada:

E Fim de Festa, outro exemplo de guitarrada com uma base que pega carona na programação eletrônica do tecnobrega:

Tiê – Você Não Vale Nada

A cantora paulista Tiê lançou em março seu segundo trabalho, “A Coruja e o Coração”. Do disco, sai agora o clipe de Você Não Vale Nada. Isso mesmo, aquele forró do grupo Calcinha Preta. Só que aqui a cantora inventou uma outra estória: o brega virou flamenco espanhol, gêneros irmãos na dramaticidade – fingida ou não. No clipe, quem atua junto com Tiê é o estilista Dudu Bertholini, da grife Neon. Roda e avisa: