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Warpaint – New Song

Warpaint é um quarteto feminino de Los Angeles, que em seus dois albuns anteriores desenvolveu um rock dançante de andamento médio, quase intimista. Nunca tocaram para incendiar a platéia, mas a faixa “New Song” do recém lançado “Heads Up” preenche bem a lacuna da festa. A música foi lançada em agosto, antecipando o album que saiu no final de setembro.

“New Song” tem aquela batida que você encontra nos discos do New Order (mas sem a produção pop, carregada na pressão, que os anos 80 exigiam deles). Logo na abertura a melodia cantada e dublada com a guitarra já funciona como um gancho pop eficiente e dançante.

PJ Harvey – The Wheel

Ouço PJ Harvey há muitos anos e uma das coisas que mais gosto em seu trabalho é a forte personalidade de suas gravações. Sem nunca sair do território do rock’n’roll e de suas cancões diretas, a cantora e compositora britânica consegue experimentar com formatos, arranjos e instrumentos, mantendo-se pop ainda assim.

“The Wheel” é o single de seu recém lançado “The Hope Six Demolition Project”. As imagens do clipe foram gravadas em Kosovo, Sérvia, Macedônia e Grécia. O tema da canção é a guerra e seus ciclos de destruição, sempre retornando. Como a roda da fortuna (“the wheel”).

The Lions – The Magnificent Dance

“The Magnificent Seven” é uma das faixas do disco “Sandinista!” (1981), o quarto album da banda punk The Clash. E os californianos da banda de reggae The Lions gravaram uma versão dub para ela, em seu album “Soul Riot”. Acabou apelidada de “The Magnificent Dance”. O baixo lá, dando o groove. Bem bom. Roda:

Aqui, o original do Clash, também bom pra caramba:

E também em uma versão mais suja e acelerada, direto de um programa da TV inglesa:

The Arcs – Outta My Mind + Stay In My Corner

Dan Auerbach, cantor e guitarrista dos The Black Keys, acaba de lançar seu projeto paralelo. Chama-se The Arcs e é um projeto colaborativo entre Dan e quatro outros músicos amigos. Seu album, “Yours, Dreamily,” foi gravado em duas semanas, e a cara do som é bem próxima dos Black Keys: rock básico com uma pegada antiga, anos 60/70. Som honesto com boas melodias. Have a try:

Deerhunter – Snakeskin

Agora ouça. Não precisa esforço. A guitarra fará o resto por você, que em instantes estará hipnotizado.

Com um single que remete ao pop rock dos anos 70 mas também ao rock cru dos 90 (de bandas como Jane’s Addiction em “Been Caught Stealing“), o quarteto americano Deerhunter lançou esta semana o single “Snakeskin”. O clipe antecede o próximo album da banda, “Fading Frontier”, que sai em outubro. E por enquanto dá pra ir curtindo essa que é uma faixa dançante com uma boa pegada funky e relaxada, na guitarra e na batida da bateria. O terço final da música é “viajandão”, cheio de efeitos, ecos e guitarras em reverse (tocadas ao contrário) sobre sua base requebrante. Enjoy and join:

Chris Cornell – Nearly Forgot My Broken Heart

Mês que vem o cantor e guitarrista Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave) lançará seu quarto album solo, “Higher Truth”, produzido por Brendan O’Brien. O primeiro single – que acabou de sair – é “Nearly Forgot My Broken Heart”, um rock com um arranjo bem trabalhado: a introdução conduzida pelo ukulele (que reaparece no final) parece sugerir uma balada folk, mas a voz potente de Chris não deixa essa impressão iludir o ouvinte – nem mesmo com as cordas em pizzicato que surgem na sequência. A música cresce com os outros instrumentos, e respira muito bem. Rock bem produzido, bom de se ouvir com o fone de ouvido, curtindo todos os detalhes.