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Jóhann Jóhannsson e a música de A Chegada (Arrival)

“A Chegada”, do diretor Denis Villeneuve, conta a história de aliens que aparecem em nosso planeta e da tentativa de se comunicar com eles. Para isso o governo norte americano chama uma linguista (a atriz Amy Adams) que possa decifrar a linguagem dos visitantes e estabelecer contato.

Repare na forma que o compositor islandês Jóhann Jóhannsson escolheu para criar a trilha sonora do filme: usando o canto, em melodias sem letra, explorando apenas as sonoridades possíveis da nossa voz. O resultado se aproxima do minimalismo climático e da ambient music, sonoridades que já foram avant garde mas são muito comuns no cinema atual. Veja os comentários de Jóhann sobre o processo de criação da trilha:

E aqui, umas das músicas do filme, misturando vozes e sons sintéticos:

Dolly Parton + Pentatonix – Jolene

Minha referência mais clara de Dolly Parton foi seu papel na comédia “Como Eliminar Seu Chefe” (1980), para o qual gravou o tema “Nine To Five“. Agora fiquei sabendo que a cantora country está chamando a atenção com uma regravação a capella de seu hit “Jolene”, original de 1974, feita junto com o quinteto vocal Pentatonix (de cujo integrante virtuose Kevin Olusola qual já escrevi aqui antes). O que acho mais legal é ouvir um tema country, com aquele andamento meio galopado, mas em uma roupagem Doo Wop a capella. Saca só:

Jacob Collier – Flintstones em impressionante versão a capella

Jacob Collier, britânico, 22 anos, monstrinho prodígio que toca e canta mil sons.
Não vou falar mais. Apenas ouça (e caia pra trás):

Zap Mama – Brrrlak + Mr. Brown + Ndje Mukanie

No começo Zap Mama era um quinteto vocal feminino, liderado pela belga (descendente de congoleses) Marie Daulne. Com o passar dos albuns, Marie tomou para si o nome do grupo. Se nos primeiros trabalhos o Zap Mama era bastante diverso nos estilos musicias, do soul à música indiana, do reggae à música africana, nos últimos albuns o repertório foi se concentrando no pop e no r’n’b. Eu não escondo: prefiro muito, mas muito mais os albuns iniciais, aonde o experimentalismo vocal e o repertório étnico predominavam. Mas fazer o quê, né? Então ouça, para deleite de seus ouvidos: