Trilha sonora original do documentário de longa-metragem (90 minutos, cinema) sobre a mítica semifinal do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1976, quando a torcida corinthiana realizou uma peregrinação de mais de cinquenta mil pessoas de São Paulo até o Maracanã para assistir ao jogo contra o Fluminense.
“A Chegada”, do diretor Denis Villeneuve, conta a história de aliens que aparecem em nosso planeta e da tentativa de se comunicar com eles. Para isso o governo norte americano chama uma linguista (a atriz Amy Adams) que possa decifrar a linguagem dos visitantes e estabelecer contato.
Repare na forma que o compositor islandês Jóhann Jóhannsson escolheu para criar a trilha sonora do filme: usando o canto, em melodias sem letra, explorando apenas as sonoridades possíveis da nossa voz. O resultado se aproxima do minimalismo climático e da ambient music, sonoridades que já foram avant garde mas são muito comuns no cinema atual. Veja os comentários de Jóhann sobre o processo de criação da trilha:
E aqui, umas das músicas do filme, misturando vozes e sons sintéticos:
“Fiz um boogie pra você entender”. Entender o quê? Que Mano Brown não é só rap. Que tem uma história que vem desde os anos 80, aos bailes black, ao charme e ao funk old school.
É que ele acaba de lançar seu primeiro album solo, “Boogie Naipe”, paralelamente ao seu trabalho com os Racionais MC’s. E é um disco todo baseado nessas sonoridades do funk oitentista, com muitos synths e aqueles timbres tipicos das drum machines da época.
Em “Gangsta Boogie”, quem canta é o convidado Lino Krizz – nas diversas faixas já disponibilizadas na web, Mano Brown cede as melodias a convidados e manda ver mesmo é nas rimas do rap, a sua praia. Entre os convidados estão Wilson Simoninha e seu irmão Max de Castro, Seu Jorge, William Magalhães (um dos fundadores da Banda Black Rio), Hyldon e Carlos Dafé, esses dois últimos cantores da cena black e samba-rock dos anos 70. Soltaê, DJ:
Minha referência mais clara de Dolly Parton foi seu papel na comédia “Como Eliminar Seu Chefe” (1980), para o qual gravou o tema “Nine To Five“. Agora fiquei sabendo que a cantora country está chamando a atenção com uma regravação a capella de seu hit “Jolene”, original de 1974, feita junto com o quinteto vocal Pentatonix (de cujo integrante virtuose Kevin Olusola qual já escrevi aqui antes). O que acho mais legal é ouvir um tema country, com aquele andamento meio galopado, mas em uma roupagem Doo Wop a capella. Saca só:
A curitibana Karol Conka ainda não lançou seu próximo album solo, mas uma das faixas já ganhou clipe e foi solta na rede: é “Maracutaia”, com produção do duo Tropkilazz (os DJs André Laudz e Zé Gonzalez, este último ex-integrante do N.A.S.A.) mais o produtor musical David Marroquino. Carregada nas percussões brasileiras de Pretinho da Serrinha, “Maracutaia” é um samba rap levemente eletrônico, muito mais “música de banda” do que de DJ – o que é um diferencial no território atual do hip hop, rap e funk nacionais.
No filme, dirigido por Brendo + Gofiantini pela Paranoid, Karol narra o cotidiano de um casal (interpretado por Lázaro Ramos e Taís Araújo), com figurinos e fotografia caprichados.
Update: a dupla de diretores da Paranoid chamou Karol para estrelar recentemente este filme de Avon:
Warpaint é um quarteto feminino de Los Angeles, que em seus dois albuns anteriores desenvolveu um rock dançante de andamento médio, quase intimista. Nunca tocaram para incendiar a platéia, mas a faixa “New Song” do recém lançado “Heads Up” preenche bem a lacuna da festa. A música foi lançada em agosto, antecipando o album que saiu no final de setembro.
“New Song” tem aquela batida que você encontra nos discos do New Order (mas sem a produção pop, carregada na pressão, que os anos 80 exigiam deles). Logo na abertura a melodia cantada e dublada com a guitarra já funciona como um gancho pop eficiente e dançante.