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Podcast Parir

Podcast Parir

No segundo semestre de 2020 a agência de podcasts Trovão Mídia lançou um podcast contando histórias de relatos de parto com várias mães, captados um pouco antes e durante a pandemia. A Ganzah fez a produção musical e edição dos episódios, que podem ser escutados no Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts, Deezer e Amazon Music.

Roteiro e direção: José Orenstein e Ana Bonomi

Link (Spotify): https://open.spotify.com/show/6sEGfmY3OY3UHnG8yXF499?si=6-8SQmNBRz2FY4eim_z6jQ

New York Times em filme ousado combinando palavras, som e imagens

Faz um bom tempo que admiro a comunicação do The New York Times, seja em seus podcasts (Caliphate e 1619) seja na forma como pensam o futuro do jornalismo a partir de novas tecnologias (Research & Development). O jornal lançou agora um filme que reforça a percepção do quanto o NYT busca um papel de vanguarda na relação com seus leitores e com os tempos atuais. É uma peça formal, no melhor sentido da palavra: abraça a FORMA com vigor, para paradoxalmente conseguir comunicar a importância do CONTEÚDO. No caso do NYT, sabemos o quanto investem em seus talentos para que atinjam um equilíbrio entre boa forma e bom conteúdo.

Extensão da campanha “The Truth Is Essential”, com criação da agência Droga5 e direção da australiana Kim Gehrig, o filme intitulado “The Truth Is Essential: Life Needs Truth” é uma peça ousada e que prende a atenção ao longo de seus 2’20”. Nele, os títulos de cerca de 100 matérias são usados como versos de um poema que costura som e imagens, em um trabalho delicado de edição – que já começa bem, usando os incríveis arquivos fotográficos de seus talentosos profissionais.

E, claro, não poderiam faltar os sons de um teclado digitando os títulos das reportagens, de uma forma percussiva e persuasiva.

A música tem um papel fundamental no filme, não apenas por ditar o ritmo mas também pelo clima de estranhamento que confere ao filme. A trilha sonora do baterista e produtor Makaya McCraven é crua e minimalista, pelada e vazia em seus espaços, composta apenas pelo rufar de seus couros, por um sample de trumpete e por uma atmosfera cinemática de synths e pianos que acompanham o desenrolar das palavras e imagens.

Assistam e depois me digam: em que lugar da publicidade a gente encontra algo assim?

Em poucos.

Netflix chama Hans Zimmer para seu novo tema musical – exclusivo para os cinemas

Na telinha de casa, abrimos a Netflix, escolhemos o que assistir e… TUDUM! Surge aquela abertura curta, simples e eficaz. Dois ataques sonoros de um mesmo acorde, enquanto se forma o N inicial da empresa, pra se desintegrar em seguida em listras coloridas. Agora, imagine essa vinheta de abertura nas salas de cinema, logo antes de uma produção Netflix começar: funcionaria como na TV, celular ou tablet? Ou ficaria minúscula, comparada às aberturas épicas que estamos acostumados, como à do nosso planeta sob o logo da Universal (composta por Jerry Goldsmith em 1997) ou à clássica fanfarra da 20th Century Fox (composta por Alfred Newman em 1933)?

Na salona, quanto maior, melhor. Por isso a Netflix chamou o mais bombástico compositor de música para cinema da atualidade, Hans Zimmer, para criar o tema musical de seus créditos de abertura – exclusivamente nas produções que forem exibidas na telona. A música tem a inconfundível assinatura do compositor alemão (que também criou o score para Interestellar, Dunkirk, Inception, O Rei Leão e Batman – O Cavaleiro das Trevas entre outros): é épica e traz certa carga de tensão, graças ao nervosismo das cordas e a uma dissonância entre a harmonia e o ostinato (melodia repetitiva) dos violinos. A cadência de acordes F7+ | Db | Bb | Db | F7+ demora 16 segundos pra se resolver, o que aumenta a espera (expectativa) pelo final da vinheta – em cinema, retardar a conclusão de uma sequência agitada é um dos truques para amplificar a tensão do espectador, deixando-o colado na poltrona se perguntando “e agora, o que virá??”.

Confira abaixo como ficou essa abertura, e logo depois, a que estamos acostumados. Compare ambas para entender porque a Netflix precisava adaptar sua conhecida vinheta na hora de entrar nos cinemas:

ADYEN - Cada Pessoa É Única

ADYEN – Cada Pessoa É Única

A empresa holandesa de e-commerce atua no Brasil desde 2016, e vem incrementando cada vez mais sua comunicação. A ideia deste filme é mostrar como a Adyen fornece diversas formas de pagamentos eletrônicos, adequadas às diferentes preferências de cada consumidor.

Agência: Iris Worldwide

Aprovação: Ananda Calves/ Rodrigo Azimura

Locutora: Daniela Mel

Concatenation – como o sound design pode sublinhar uma edição frenética em video

Sensacional esse trabalho de edição de imagens com som!
Montado pelas mãos do italiano Donato Sansone e com sound design de Enrico Ascoli, o video experimental (sem propósitos comerciais) costura imagens de um projétil que nasce cuspido pelo próprio Donato e atravessa cenas aparentemente desconexas, criando uma poesia futurista (pela velocidade) e virtuose virtuose (pela edição). A escolha e justaposição das imagens é de tirar o fôlego e ainda tem um bom humor.

O sound design aqui tem um papel importante: tornar mais real a brutalidade da colagem, dando uma textura tátil ao que se assiste. Como é que o som pode chegar a isso? Com volume e equalização. Os sons de explosões, vento, tiros, trombadas e todo tipo de impacto são tratados à base de um volume muito alto e uma equalização que sublinha os graves. Frequências graves são aquelas que sentimos em nosso corpo, nossos ossos e pele. São as que nos fazem dançar, e também nos alertam de que um terremoto está chegando. É assim que o sound design de filmes de ação funciona: reforçando volume e sons graves. É o tipo de sensação sônica que chamamos de “na cara”.

Bote os fones de ouvido:

Dica: Marcelo Machado

ADYEN - Adquirência

ADYEN – Adquirência

Neste filme, a Adyen explica como funciona o e-commerce com a empresa, cujas soluções digitais podem substituir boa parte da cadeia de pagamentos tradicionais, simplificando o fluxo de informações e sendo até capaz de entender por que um pagamento foi negado.

Agência: Iris Worldwide

Aprovação: Ananda Calves/ Rodrigo Azimura

Locutor: Gabriel Duarte