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Janelle Monáe • Make Me Feel

Janelle Monáe trabalhava em material para um álbum junto com Prince, antes dele falecer em 21 de abril de 2016. Isso não é O motivo que nos faz enxergar semelhanças estilísticas com esse “Make Me Feel”, single do próximo álbum de Janelle, “Dirty Computer”, com lançamento previsto para 27 de abril.

As semelhanças entre “Make Me Feel” são explicitamente musicais. A faixa é um decalque/homenagem a “Kiss”, hino do Símbolo: mesmo andamento, mesmo arranjo econômico, mesma guitarra funky sequinha aparecendo na metade da canção, mesmos synths aveludados atacando seus acordes, tudo como Prince gostava. Nós também.
E Janelle tem uma alma pop e black que a transformam em uma mensageira natural da herança da soul music norteamericana. Então cai dentro:

Pra quem não se lembra, “Kiss”:

Postmodern Jukebox + Gunhild Carling tocando “Happy” com 10 instrumentos diferentes

A Postmodern Jukebox você já deve ter ouvido falar: um coletivo novaiorquino de músicos que cria versões jazzísticos de hits pop – já se apresentaram no Brasil, em agosto. Já a sueca Gunhild Carling, duvido que conheça. Tudo bem, eu também não sabia quem ela era, até assistir a essa tour-de-force em que canta, faz sapateado e toca 10 instrumentos enquanto jazzifica “Happy” (Pharrell Williams), o hit da década. Trumpetes, trombone, gaita, flauta, contrabaixo, piano, bateria e… gaita de foles. É uma galhofa, claro (assista), mas muito bem feita. Convenhamos, se é pra regravar “Happy”, que seja de uma forma realmente diferente.

O que, você acha que é tudo fake, playback, esses troço? Tão tá. Olha a Gunhild dando uma aula de trombone e história do jazz no TED:

St. Vincent • Los Ageless / New York

Acompanho há anos a carreira da americana Annie Clark, aliás St. Vincent, uma das figuras mais criativas da música internacional atual: seu som é pop mas experimental, suas melodias grudam no ouvido, suas letras são ácidas, sua voz é potente sem cair pro padrão “diva”. Já dividiu um álbum com David Byrne (“Love This Giant”, 2012) e agora acaba de lançar seu 5º álbum de estúdio, “Masseduction”. Os primeiros singles já ganharam clipes super estetizados e com cores vibrantes: o tecnopop oitentista Los Ageless e a emocional New York. Confira:

Lizzo • Water Me

“Water Me” é um single da cantora e rapper Lizzo, natural de Detroit. Mais melódica do que a maioria das músicas de seu repertório, a faixa me pegou com sua levada funky, seus teclados borrachudos e o refrão perfeito. Para um tema tão dançante como esse, é engraçado assistir a um clipe tão conceitual, com seus banhos de esguicho, mas isso torna o resultado final ainda mais especial.

UPDATE:
A música saiu como single em 2017, e em 2019 foi incluída em seu album “Cuz I Love You”:

E já que estou fazendo um update do post, segue “Water Me” ao vivo no festival de Glastonbury/2019:

Natura K • Beira Mar (cover de Zé Ramalho)

Para lançar o perfume masculino “K” da Natura, o paraense Saulo Duarte – da banda independente Saulo Duarte e a Unidade – regravou a canção “Beira Mar”, de Zé Ramalho. Originalmente um baião gravado em 1979, aqui ela ganha roupagem de maracatu, com seus tambores pesados e sincopados, e guitarras que remetem ao Mangue Beat dos anos 90. A nova versão foi parar no comercial que o diretor Manuel Nogueira filmou pela Conspiração Filmes, com criação da DPZ&T:

Aqui, o making of da nova versão:

E aqui, a gravação original de Zé Ramalho:

Beck • Up All Night

Beck tá de disco novo. “Colors” é o nome do 13º album de estúdio do artista californiano. A primeira faixa trabalhada é “Up All Night”, um pop preciso que já havia sido usada um ano atrás em um comercial da Swatch (ou seja, bem antes do trabalho inteiro ser finalizado). No clipe, dirigido pela equipe da CANADA (de Barcelona), a atriz Solene Rigot entra em uma armadura magnética para tirar um amigo (ou paquera, whatever) de uma festa mucho loka. Confira: