CAT:17 Author Archive

Mike Patton – Ore D’Amore / Che Notte

Em 2011 Mike Patton, cantor do Faith No More, lançou o excelente “Mondo Cane“,  só com canções italianas pop e jazzisticas das décadas de 50 e 60 em versões modernizadas. Uma das boas surpresas é Ore D’Amore, balada açucarada de Fred Bongusto (veja a original aqui):

Outra das boas faixas é Che Notte, um jazz em up tempo de Fred Buscaglione que nas mãos de Patton virou um hard bop:

Abaixo, Che Notte no original de Fred Buscaglione (1959):

http://www.youtube.com/watch?v=rmbRJQFGX9w

James Booker – Gonzo

Sessão da Tarde easy listening regada a órgão Hammond: Gonzo, pelo pianista/tecladista James Booker, de New Orleans:

Ratatat – Neckbrace

Desde 2004, quando lançaram seu primeiro album “Ratatat”, os nova iorquinos Mike Stroud e Evan Mast vem fazendo uma mistura bastante particular de música eletrônica instrumental e rock (este último principalmente pela guitarra de Mast). Ratatat, a dupla, é também a onomatopéia de tiros de metralhadora – inspirador. Um ótimo exemplo de sua criatividade é Neckbrace, faixa de seu último trabalho “LP4” (2010):

Lykke Li – I’m Good, I’m Gone / Little Bit / I Follow Rivers

A Suécia e o pop se combinam. Hoje em dia essa combinação atende pelo nome de Lykke Li, cantora de voz anasalada e que se cerca de bons produtores na criação de seu pop com doses certas de eletrônica – nem demais nem de menos. Confira três de seus bons momentos:

 

The Bees – Chicken Payback / I Really Need Love

Sabe a Ilha de Wight (Grã Bretanha), aquela aonde aconteceu um do últimos grandes festivais da era do Flower Power? Pois é de lá que vem a banda The Bees, e como não poderia deixar de ser honram a tradição do rock sessentista, com suas guitarras básicas e melodias clássicas:

Ryuichi Sakamoto – Bibo No Aozora (tema de Babel)

Quando assisti Babel, do mexicano Alejandro González Iñárritu, fiquei com duas impressões: primeiro, de que a complexa tecelagem de estórias do diretor fora erguida sobre uma pretensão excessiva, em um roteiro que não me convencia das causas e efeitos se sucedendo ao longo da trama. A segunda impressão foi oposta, e puramente emocional – a música. Até hoje ela me faz lembrar de várias sequências. Não é à toa que Babel ganhou o Oscar de melhor trilha sonora em 2007 (parte composta e parte compilada pelo argentino Gustavo Santaolalla).

A música de encerramento, Bibo No Aozora (de Ryuichi Sakamoto, com Jacques Morelenbaum e Everton Nelson, cello e violino) dá vontade de chorar – e isso tem a ver com a triste cena na qual ela se inscreve, infelizmente indisponivel na web por questões de direitos. Ouça duas versões da mesma música, a primeira como aparece no filme, minimalista e dramática, e a segunda somente com Ryuichi ao piano: